Quinta feira brava, muito trabalho, muito empenho em tentar desenvolver a leitura, a escrita e o raciocínio lógico dos meus alunos do fundamental. Muita energia, brincadeiras, cantorias, jogos e contação de histórias com os pequenos da educação infantil. Hoje ainda teve dois casos de choro entre os pequenos, normal; período de adaptação é fogo, teste de resistência, mesmo para profissionais experientes como eu, há tantos anos nas salas de aula. Acordando às 5:45, almoçando na escola, correndo entre os dois turnos, chegando em casa às 17:30.
Como diz a propaganda da Nextel: "Essa é minha vida, esse é meu clube." Amo minha profissão e a escola onde trabalho, adoro as pessoas e minhas diretoras e pedagoga são tudo de bom, me dão a autonomia que eu preciso, enfim...sou uma criatura que gosta de trabalhar, que sai de casa com prazer. O calor nestes dias tá de fritar ovo no asfalto, coisa medonha, como dizia o Pe. Léo. (ai, que saudade dele!!!). Certas pessoas Deus não podia levar desse mundo...fazem falta demais.
Hoje seria um dia em que eu precisaria ouvir o Pe. Léo falar pra ver se eu consigo entender ou pelo menos me conformar com certas situações. Nessa semana faleceu uma professora contratada da rede municipal. Pela manhã compareceu à designação de aulas, à tarde foi ao médico para exame admissional e teve um infarto fulminante dentro do consultório. Na faixa dos 40...uns 47 (minha idade). Era uma ótima professora e tive vários alunos que já tinham sido alunos dela. Mas não era efetiva ainda. Trabalhava e se preocupava muito em dar o melhor do melhor às filhas. Conversei com ela algumas vezes durante sua breve passagem pela minha escola. Grande perda.
Por que eu estou dizendo tudo isso? Ah...fico me perguntando o quanto vale a pena a gente se desgastar com tanta chatice que às vezes somos levados a suportar. Ando realmente muito cansada, trabalhei nas férias, não parei totalmente devido ao curso...então meu pavio tá curto e para aquilo que me cansa a cabeça. Meu marido está em férias-prêmio, dois meses (2 meses, D-O-I-S...two months) em casa. Não sei se compro uma passagem só de ida pra Vênus (planeta que rege meu signo kkkk), se me mando pra Porto Alegre pra abraçar forte minha amiga poeta Aninha GR (blog Pensamentos Indeléveis), ou pra cidade do José Atos Mayer (blog Coisas de Louco), curtir aquele som e aquela paz; ou Floripa, pra curtir o mar com a Ana Goulart (rimou...) ou quem sabe Itatiba, pra rir com a Rosana Franciolli e comer aquele torresminho que a gente tá combinando, minha mega-amiga desde os tempos em que o orkut era o créme de la créme. Ou se me mando pra Araçatuba pra conhecer a família Taveira, ficar horas num buteco com os meus amigos todos de lá, que não são poucos (e que adoro de paixão). Ou então se me mando para o Mato Grosso e monto uma dupla, eu e Elaine Lupiffieri. A gente vai mais rir que cantar, mas tudo bem. Ah, isso sem falar que posso ir conhecer a linda Taubaté, terra do meu amado Monteiro Lobato e dar um abraço de urso na mãe da Tânia Mara Damião, saborear aquelas sobremesas divinas que ela faz e comer aquela costela caprichada com o Cris, meu amigo demais da conta. Como tão bem traduziu o José Atos: amigos não "virtuais, mas espirituais".
Resumo da ópera: marido em casa + cansaço da primeira semana inteira de aulas + entendimento da brevidade da vida + calor dos infernos + TPM + TV ligada no último volume quando chego em casa+ filhos adolescentes-aborrecentes = vontade súbita e intensa de sumir. Chutar o balde, pisar na jaca. Pois é, há dias em que tudo fica muito difícil mesmo. Minha carga de trabalho é pesada e eu preciso de paz, espaço e sossego, com muito gelo, por favor. Nesses dias só três coisas me salvam: música, escrever e dormir. Ou...É. Ahhhhhhhh.........................
.jpg)
Ah, amiga... obrigada pelo carinho da menção!
ResponderExcluirSinta meu abraço beeem apertado, não "virtual, mas espiritual", carregadinho de toda energia do bem pra ti.
Não basta, mas saibas o quanto te entendo!
Te amo!
Poxa, amiga, que nova essa professora, né? Cada vez mais casos assim! Estou ficando assustada! E quando acontecem perto da gente nos fazem pensar em como tudo aqui é passageiro...
ResponderExcluirMas e quanto a você... tá na hora de descansar um pouco, né? Floripa lhe espera de braços abertos (e eu também, lógico!)
Adoro-te!
Beijos!
Realmente...as pessoas da faixa de 40 a 50 têm infartado...alarmante. Fiquei muito chocada com esse caso porque o perfil dela era muito parecido com o meu: trabalhava demais, pensava muito pouco em si...enfim, ela se foi. E o resto todo ficou aqui.
ExcluirUm dia ainda conhecerei Floripa, nem que seja no aniversário de 15 anos da sua filha! kkkk (se eu sobreviver às férias do meu marido, claro! kkkkkkkkkkkkkkk). Te adoro, queridaaaaaaaaaaa.
Belo desabafo, amiga! Compreendo tudinho por experiência própria. A dupla jornada causa um desgaste físico e emocional muito grande. Marido em casa é pior que sapato apertado! Bem sei, meu marido ficou 6 meses em casa e quase cometi genocídio!
ResponderExcluirE qdo se vê alguém partir tão cedo... Sei lá, bate um sentimento que não sei bem explicar, talvez uma nostalgia, um desconforto. Me senti assim logo que lí o que vc escreveu.
Amiga, não tem outro jeito, vc tem que vir pra cá urgentemente kkkkkkkkk
pra gente afogar essas mágoas juntas.
Bjokas
Ai, Rô!!Alegria da minha vida! Olha, há 6 anos meu marido não tirava férias, nem em janeiro. Mas agora ele estava com férias-prêmio acumuladas e como o governo de MG não paga em $$$, ele tirou. Sapato apertado, gato miando no telhado, pernilongo no ouvido, dor de dente e sapato apertado mesmooooooooooo. Depois me criticam deu escrever sobre minha posição quanto ao casamento. Se eu fosse me casar hoje, um ponto seria básico: casas separadas, chave do sucesso. kkkkkkk Rô, ainda riremos muito juntas, me aguarde Itatibaaaaaaaaaaa! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
ExcluirTambém te amo, Flor do Sul, poeta linda, amiga pra quem posso abrir meu coração. Beijo pra "vocês" (cuide-se direitinho, viu?). Eu sei sim, o quanto você me entende. Isso me enche de força. Obrigada por tudo, sempre.
ResponderExcluirÉ eu vou pro ar no azul mais lindo eu vou morar.
ResponderExcluirEu quero um lugar que não tenha dono qualquer lugar.
Eu quero encontrar a rosa dos ventos e me guiar.
Eu quero virar pássaro de prata e só voar.
É aqui onde estou essa é minha estrada por onde eu vou.
E quando eu cansar na linha do horizonte eu vou pousar.
Espero que uma canção lhe de forças para suportar as batalhas do dia a dia,Maria Tereza !!!
Pois é, querido...por enquanto a linha do horizonte é esse meu espaço aqui, meu "infinito particular"...rs Há dois anos eu não tinha nem ele...era pior.
ExcluirHoje pelo menos posso escrever, berrar, pedir socorro! kkk Abração, querido. (belíssima canção!). Obrigada pela força, viu?
"....e então Senhor, tenho uma profissão que adoro, uma família bonita, amigos espalhados por aí, saúde para dar e vender. Tanto a agradecer e tão pouco a pedir"
ResponderExcluirEquívoco seu, querido. Há muito a pedir, há muito a melhorar, há muito a mudar. Não sei viver fazendo o "jogo do contente", tenho sangue nas veias e ele é quente. Graças a Deus. Quero ser feliz, Zé. "NÃO VOS CONFORMEIS COM ESSE MUNDO." Não foi isso o que Jesus disse?
ResponderExcluirPois é, eu tô começando..."começando" a não me conformar. Só assim exerço o meu legítimo direito de ser feliz. Obrigada por comentar,meu amigo.